Uma semana mais dentro dos meus parâmetros de costume, menos eletrônica, e mais acústica. Para começar, no domingo passado eu comprei um CD de piano solo do Chick Corea, o Originals CD. Dentre as faixas, duas que eu gostei muito foi ver ele tocando ao vivo a Children Song #6, e improvisando em cima, e uma versão de Spain em que a frase característica da música é executada uma vez, e apenas no final. Como uma coisa chama a outra, eu ouvi o Children Songs inteiro mais de uma vez, um disco fora de série, para mim as faixas funcionam como uma descrição de um cenário, é como se elas fossem a trilha sonora de algo que se passa na minha mente, é um disco que eu diria que para mim é muito visual, seja lá o que isso signifique.
Como uma coisa puxa a outra, eu ouvi muito o disco Spain Again, do pianista Michel Camilo e do violonista Tomatito. A última faixa, Amor de conuco, uma faixa cantada e que tem uma harmonia muito simples, comparada a virtuosidade do resto do disco foi a que eu mais ouvi. Ouvi muito também o disco clássico do Milton Nascimento, o Clube da Esquina, que eu adoro de paixão. Visceralmente.
Uma novidade grata, e que eu devia pra mim há um bom tempo era ouvir o Steve Ray Vaughan. O John Mayer, que eu ouço com frequência é fã do cara (tem até tatuado um SRV no braço), e um amigo guitarrista meu me indicou o Steve essa semana. Resultado, eu tô empacado em uma música chamada Lenny, que é uma harmonia simples em Mi maior, e é extremamente tocante.
De resto, Daft Punk figurou ainda entre os mais ouvidos da semana. Uma semana bem diferente das anteriores, talvez denunciando o fato de que estou num momento diferente. See ya!





