Nos vemos lá na sexta!

Nos vemos lá na sexta!

No dia 01 de outubro, sexta-feira, lendo os items compartilhados no Google Reader, vejo que o meu amigo Rodrigo Cacilhas compartilhou um item do blog do Cristovam Buarque onde ele fala que 01 de outubro é o Dia Internacional da Música.
Pesquisando um pouco a respeito, eu caí no site do International Music Council, onde é explicada a origem da data. O dia Internacional da Música foi criado em 1975 por Yehudi Menuhin para encorajar a promoção de arte musical em todos os níveis da sociedade, a aplicação dos ideais da UNESCO de paz e fraternidade entre os povos, a evolução de suascultaras e a troca de experiências e da apreciação mútua de seus valores estéticos e promoção do Conselho Internacional de Música.
Pesquisando um pouco mais sobre a data, descobri que o dia que é tido tradicionalmente como dia da música é o dia 22 de novembro, dia de Santa Cecília, considerada a padroeira dos músicos. Procurando mais sobre esse dia, acabei descobrindo o No Music Day – Dia Sem Música.
O Dia Sem Música foi criado por Bill Drummond. Se a idéia de um dia sem música parece meio loucura, é porque o autor dela é de fato meio louco: um dos atos mais famosos dele foi ter queimado um milhão de libras. Outra loucura dele foi ter aparecido com uma ovelha morta amarrada na cintura na apresentação do seu grupo da época, o KLF no Brit Awards, em 1992. Em 2002 ele decidiu ouvir apenas artistas que tivessem lançado apenas um álbum. Assim que eles lançassem o segundo, ele parava de ouvir.
Em 2008, o dia Sem Música foi ‘comemorado’ em São Paulo, contando com a presença do seu criador.
Eu queria tomar parte na construção da música na esperança de que ela pudesse existir longe dos formatos de consumo e longe das plataformas de concerto. Eu até mesmo fantasiei sobre acordar em um mundo onde toda a música tivesse desaparecido. Um mundo em que nós não conseguíssemos nem lembrar de como ela soava. Um mundo em que nós soubéssemos que tínhamos a música, conhecessemos sua importância. Na minha fantasia nós teríamos de começar a fazer música numa situação de ano zero, com nada, exceto nossas vozes. Como eu disse, apenas uma fantasia.
Eu decidi que precisava de um dia onde eu pudesse colocar a audição de música de lado. Ao invés disso, eu pensaria no que eu quero e no que eu não quero da músida. Consumir o que era oferecido não as cegas – o que poderia ser considerado uma espécie de surdez. Um dia onde eu pudesse desenvolver idéias. Eu chamaria esse dia de Dia Sem Música.
E você, o que pensaria de um dia sem música?
Links:
Você ficaria um dia inteiro sem ouvir música?
Silence is Golden – or for at least one day of the year it is
Sábado, dia 11 de setembro, o Rafa Dornelles passou lá em casa e a gente ficou a tarde passando um som juntos. Aproveitei que eu estava com um keytar de uma amiga e deixamos o som rolar!
Improviso em cima de uma harmonia do Rafa, ele batizou de ‘vento’
Take 2 da vento, melhor posicionamento da câmera e mais organização ao tocar
Vera Cruz, do Milton Nascimento (música que nunca falta numa jam session…)
My Favovite Things. Reparem que o dia já está mais escuro e o clima das músicas vai ficando mais soturno.
É isso, espero que gostem.
[audio mp3="http://dl.dropbox.com/u/573540/santa.mp3"]
Na última viagem que fiz pra São Paulo, no meio da correria, comprei um Yahama TX-7, módulo do clássico DX-7. Para testar gravei uma trilhazinha usando o tipo de piano que tornou o DX-7 famoso. Santa Chuva, do Marcelo Camelo.
[audio mp3="http://dl.dropbox.com/u/4792392/Come_Together.mp3"]
No começo do ano eu estive em Maringá, para passear um pouco e conhecer a galera da banda Aurora, do meu amigo Johnny. Lá gravamos um cover dos Beatles – uma versão country de Come Together. Raphael Rodrigues na bateria, o Gabriel Moraes no baixo, Johnny no violão e voz, eu no teclado. Um timbre de wurlitzer do meu Korg TR, que queimou lá nas bandas do sul
A parte interessante de ter um synth com teclas leves: segundo um amigo que tem um Wurlitzer, “a mecânica do 200a é muito diferente das teclas de synth… e por isso alguns dos teus riff’s dariam uma baita dor nas mãos em um Wurlitzer”. É isso, foi uma semana divertida aquela, a gravação ficou bacana, temos um vídeo dela também, esperando tempo para edição.
Na última semana eu descobri um gaitista de blues chamado Little Walter (Waltinho!). Ouvi bastante o World Service do Delirious?, o Traveling withouth moving do Jamiroquai, A Fábrica do Poema da Adriana Calcanhoto, o Pilgrim do Eric Clapton e o disco da Maria Gadú. É isso!
Abaixo, Allright, do Jamiroquai
Finalmente consegui ver a apresentação da banda do meu amigo Márlon aqui em Brasília, o Korina, e foi bom demais! No sábado rolou uma festinha aqui e entre outras bandas eles tocaram (a minha banda, Supernatural – Tributo ao Santana ia tocar, mas acabou não rolando). O som dos caras, muito bacana animou a festa.
Sobre a banda, acho que o texto no próprio myspace deles não podia ser melhor:
O som é uma mistura de riffs Stonianos e baladas a lá Bob Dylan, harmonias vocais da Motown e gaitas da beira do delta do Mississipi, enquanto as letras passeiam entre a sensualidade ácida de David Bowie e a beleza simplista de Belchior. Tudo isso regado a muito Beatles. Apesar de elementos tão corriqueiros, ainda assim as músicas possuem uma originalidade tangível e um bom gosto difícil de encontrar em outras bandas de influência similares
Mais em:
Baixem e ouçam o EP: Todo mundo vive reclamando da minha falta de assunto