Dicas para aperfeiçoar seus arranjos

Algumas dicas de como fazer os arranjos para suas tracks, o artigo original é do Francis Prève (Keyboard Magazine) e aqui está apenas um supra-sumo, para mais veja o original, aliás, confira o blog dele inteiro, é bem interessante.

  1. Pelo menos 16 compassos só de bateria para intro/outro – isso vai fazer a sua track mais DJ-Friendly, tornando-a mais fácil de mixar, e mais provável de ser tocada.
  2. Escolha o tipo de break de acordo com a faixa. Pode ser um break comprido (32 compassos) ou mais conciso. Lembre-se de manter algum elemento rítmico.
  3. Se você estiver tendo problema ao desenvolver a história da sua track, que tal se inspirar numa idéia já conhecida (“ghost track“)
  4. Adicione “movimento” a sua track: reverbs e delays para enfatizar seus riffs, ter diferentes timbres tocando o riff e substitui-los durante a track, criar a sensação de que algo está sempre em mudança na música.
  5. Dar um descanso para o ouvido após terminar a track, antes de fazer os ajustes finais. Ouvir a track constantemente faz com que percamos a perspectiva em relação a ela.

Para mais detalhes sobre os itens, veja o post original (em inglês) em http://francispreve.blogspot.com/2011/02/five-tips-for-perfecting-your.html

    Dicas de produção: deep house

    Tendo me aventurado um pouco tentando produzir alguma coisa, descobri que a maioria das coisas que eu tento fazer sai com uma característica deep! Resumidamente, o deep house seria o house com alguns elementos jazzísticos: acordes complexos (7, 9, 13, suspensos e alterados). Existe muito uso de vocal no deep house e geralmente a música não tem um climax como em outros estilos de house.

    Segue algumas dicas sobre produção de deep house que eu achei na internet. As dicas foram tiradas de http://www.soundstosample.com/blog/pro-tips/another-blog-post e de http://www.musicradar.com/tuition/tech/22-deep-house-production-tips-153784/ . Esse artigo não é uma tradução de nenhum dos dois, mas antes um apanhado de algumas dicas retiradas de ambos os textos.

    1. Embora o deep house também tenha aquela característica do bumbo nos 4 tempos, a trilha de bateria normalmente soa mais suingada, então quantizar tudo usando os padrões mais quadrados do seu DAW pode não ser a melhor idéia. Se você puder utilizar alguma quantização com groove, ou puder editar alguns elementos de forma que eles não se encaixem na cabeça do tempo seria ideal.
    2. Piano Elétrico – use o seu timbre favorito de piano Rhodes e use acordes de 7ª, 9ª e 13ª. Use no timbre de piano efeitos que dêem a sensação de movimento, como um auto-filtro ou tremolo.
    3. Dobre o acorde com outro instrumento se estiver faltando “presença”.
    4. Variações sutis: use pequenas variações de melodias, linhas de sintetizador, e efeitos, para novamente dar a sensação de movimento a faixa. Uma das características do deep house é exatamente essa: embora não tenha um grande número de elementos diferentes, os elementos presentes estão em constante alteração.
    5. Use reverbs grandiosos nos stabs. Você pode deixar algum efeito (como um delay) que não esteja sincronizado com o tempo da música. Além de evitar o cancelamento de fase, ajuda a faixa a soar mais groovada.
    6. Preste atenção na distribuição dos elementos no espaço estéreo.
    7. Percussão é bem-vinda – ainda mais se tiver alguma característica exótica e jazzística. O que deveria ser bem tranquilo para nós do Brasil não?

    Por último, segue um comentário que o Otto Guarnieri fez no soundcloud quando eu lhe perguntei sobre recomendações de deep house para ouvir: “Não sei se vc já ouviu, se não, pesquise depois Nicolas Jaar, Guilaume, dOP, Gorge, Butch, Sebo K, Jay Haze e Soul Keita as músicas do selo Mobilee e Circus Company, Crossrown Rebels… são os nomes que me vieram a mente agora, mas tem muito mais! ”

    Se alguém tiver mais alguma dica de produção de deep house, ou recomendações de artiastas e selos para ouvir, use o espaço dos comentários!

    Remix contest: Marcio Groove – Underground Generation

    Acabei de ver que está rolando o remix contest da track Underground Generation do Marcio Groove. Mais informaçoes no soundcloud dele!

    http://soundcloud.com/marcio_groove/mds-remix-contest-2-marcio

    Lembrando que remixes contests são formas interessantes de ter o seu trabalho divulgado e também é sempre uma plataforma de aprendizado e aprimoramento técnico!

    Robert Babicz sobre masterização

    O vídeo já tem um tempinho, mas é bem interessante. Nele, Robert Babicz fala sobre seu processo de masterização. O vídeo é legendado em inglês. Entre alguns pontos relevantes, vale destacar:

    • ele costuma usar não um, mas vários compressores com configurações diferentes ligados em cadeia
    • não gosta de compressores multi-banda
    • usa compressão paralela
    • faz tweak de seus equipamentos (circuit bending) – envia seus equipamentos a um técnico de confiança que identifica os elementos de boa e má-qualidade dentro do equipamento e faz alterações no design original do equipamento
    • não gosta do uso de presets

    Para quem gosta do artista e quer uma chance de remixar uma de suas faixas, está rolando uma competição de remix dele, da faixa Remove Kiss. Saiba mais em http://foem.info/index.php?option=com_content&task=view&id=394&Itemid=97

    2010 em música

    Em se tratando de música, 2010 foi um ano muito produtivo e interessante pra mim. Primeiro porque eu voltei a tocar, segundo porque eu descobri a música eletrônica. Antes de tudo, uma lista dos 10 artistas que eu mais ouvi segundo o last.fm:

    • Daft Punk
    • Richie Hawtin
    • Damien Rice
    • Dave Matthews Band
    • Pearl Jam
    • Santana
    • Esbjörn Svensson Trio
    • Gui Boratto
    • Milton Nascimento
    • Andy McKee

    Da lista, temos 3 artistas de música eletrônica, os velhos conhecidos meus Dave Matthews Band, Pearl Jam, Andy McKee e Milton Nascimento, o Damien Rice que eu ouvi muito numa época deprê no ano que passou, a novidade (para mim) E.S.T e o Santana, que eu ouvi bastante porque comecei a tocar num Tributo a Santana aqui em Brasília.

    Se tiver uma coerência, em 2011 deve constar Pink Floyd, e se eu mantiver o ritmo de agora, mais música eletrônica. Quem sabe eu deva adicionar uma pitada de indie esse ano? Alguma sugestão de coisas para ouvir? Deixe nos comentários!