Musescore – Software livre de composição e partitura musical

Após alguns anos sem mexer com música no computador, esse ano eu estou retornando as atividades, mergulhando (de volta!) no mundo dos sequenciadores, DAW, VST e VSTi. Aliás, para alguém que está afastado como eu as coisas mudaram muito. Por exemplo, eu mexia com cakewalk na época que ele trabalhava quase que apenas com MIDI, e VST nem existia naquela época (conseguem chutar um ano pra isso?). Hoje em dia, no mesmo software eu posso abrir uma pista pra MIDI, outra pra áudio, e ainda outra pra VSTi. É uma mudança de paradigma enorme!

Nessa leva, eu acabei fazendo o download de um software livre para edição de partitura, o MuseScore, que atualmente está na versão 0.9.6. Para quem tinha alguma experiência com versões jurássicas do Encore, achei um software bem amigável e evoluído. Da própria página do projeto, seguem as informações:

  • WYSIWYG, as notas são inseridas em uma “partitura virtual”
  • Número ilimitado de pautas
  • Até quatro vozes por pauta
  • Entrada rápida e fácil de notas com mouse, teclado ou MIDI
  • Sequenciador integrado e software sintetizador FluidSynth
  • Importação e exportação para MusicXML e Standard MIDI Files
  • Código independente de plataforma, binários disponíveis para Windows, Mac e Linux
  • Traduzido para 26 idiomas
  • Distribuído sob licença GNU GPL

Ele pode tocar as músicas via o próprio soundfount que vem com ele, ou se você tiver um soundfount de melhor qualidade pode configurá-lo para uso também. Com esse mesmo soundfount, ele pode exportar a partitura direto para um arquivo wav ou ogg (senti a falta do formato mp3, mas é fácil converter o wav para mp3).

Fora a minha falta de habilidade com o processo (tem trocentos anos que eu não editava uma partitura no computador, no máximo escrevia algo à mão), o programa funcionou bem, sem travamentos, foi relativamente fácil de usar e para mim, escrever uma partitura e estudar um pouco de música de novo tem sido bem divertido. É isso!

Última semana: Ed Motta, Santana, Erykah Badu, MuteMath, Sade, Stevie Wonder e Nitin Sawhney

Ed Motta - Piquenique Santana - Santana III Erykah Badu - New Amerykah Part Two (Return of the Ankh) Nitin Sawhney - Beyond Skin Stevie Wonder - Innervisions Mutemath - MuteMath

Prosseguindo com o Santana, dessa vez ouvi bastante o terceiro dele, principalmente por conta de algumas músicas que estou ensaiando. Por recomendação do Fiote, MuteMath (ainda preciso ouvir mais!). Por recomendação do Rafa, Stevie Wonder (confesso que até hoje eu ouvi muito pouco ele). Também influência do Rafa, o Beyond Skin do Nitin Sawhney.

Continuando a verve black do Stevie, ouvi o novo CD da Erykah Badu e o último do Ed Motta. O Ed tá com uma banda nova e uma sonoridade um pouco diferente, para mim ficou bem semelhante em sonoridade aos primeiros discos do Templo Soul. É isso!

Abaixo, o vídeo do Ed Motta com a nova banda, na música Mensalidade.

Mais ouvidos da última semana (31/05 a 06/05)

Jeff Beck - You Had It Coming Chick Corea's Elektric Band - Elektric Band Daft Punk - Discovery O Terço - (1975) Criaturas Da Noite Bebo Norman - Ten Thousand Days Chick Corea - Expressions

Novos amigos, novas influências :) O Rafa, meu amigo guitarrista (em breve a gente vai estar tocando num projeto aqui em Brasília!) me indicou o Jeff Beck, e eu ouvi bastante essa semana a música Nadia, que tem uma melodia típica de música indiana/oriental, cheio de microtons que ele faz na guitarra (a base da música é de música eletrônica).

Ouvi muito um disco que eu ouvi a adolescência inteira, o Elektric Band do Chick Corea. Dele também ouvi bastante o Expressions, esse um álbum de piano solo. Acrescentando a lista, o rock setentista do Terço, o folk cristão do Bebo Norman e o eletrônico do Daft Punk. É isso!

Mais ouvidos da última semana (24/05 a 30/05)

Andy McKee - The Gates of Gnomeria Milton Nascimento & Lo Borges - Clube Da Esquina Zac Brown Band - The Foundation Mônica Salmaso e Paulo Bellinati - Afro-Sambas Ed Motta - Aystelum The Police - Message in a Box (disc 4)

Depois de muito ouvir o Art of Motion do Andy Mckee, essa semana eu ouvi o The Gates of Gnomeria, e me apaixonei pela música Nakagawa-San. Ouvi o The Foundation do Zac Brown Band que o Johnny me passou, e The Police, adoro a guitarra esperta do Andy Summers.

Pelo lado da música brasileira, ouvi bastante o clássico Clube da Esquina do Milton Nascimento, e a versão dos Afro-Sambas da Mônica Salmaso com o Paulo Bellinati. E o Aystelum do Ed Motta, um disco dele bem diferente do Manual Prático, contém até algumas coisas tipo musical da Brodway, mas que eu gosto muito também. É isso!